{"id":28786,"date":"2021-06-15T18:08:47","date_gmt":"2021-06-15T21:08:47","guid":{"rendered":"https:\/\/traveloffice.com.br\/blog\/?p=28786"},"modified":"2021-09-29T15:28:36","modified_gmt":"2021-09-29T18:28:36","slug":"artigo-9-lei-6019-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/traveloffice.com.br\/blog\/artigo-9-lei-6019-2\/","title":{"rendered":"ESTUDO T\u00c9CNICO DO ART. 9\u00ba DA LEI 6.019\/74"},"content":{"rendered":"<p><strong><u>ESTUDO T\u00c9CNICO DO ART.9\u00ba DA LEI 6.019\/74<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>A aplica\u00e7\u00e3o dos institutos da <u>obriga\u00e7\u00e3o de meio<\/u> e a <u>obriga\u00e7\u00e3o de fazer infung\u00edvel<\/u> no contrato de intermedia\u00e7\u00e3o de trabalhadores tempor\u00e1rios previsto no artigo 9 da Lei n. 6.019\/74.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Resumo.<\/strong><\/p>\n<p>O presente estudo tem como objetivo central compreender se h\u00e1 aplicabilidade da obriga\u00e7\u00e3o de meio e obriga\u00e7\u00e3o de fazer infung\u00edvel ao contrato celebrado pela empresa de trabalho tempor\u00e1rio e a utilizadora de trabalhadores tempor\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Palavras chaves: <\/strong>trabalho tempor\u00e1rio, contrato de intermedia\u00e7\u00e3o, infung\u00edvel, obriga\u00e7\u00e3o meio, agenciamento de trabalho tempor\u00e1rio; obriga\u00e7\u00e3o de fazer.<\/p>\n<p><strong>      1. Sum\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p>2.Introdu\u00e7\u00e3o; 3. <em><span style=\"text-decoration: line-through;\"><u>Conceitos do <\/u><\/span><\/em><span style=\"color: #ff0000;\">Trabalho Tempor\u00e1rio; 3.1. Regulamenta\u00e7\u00e3o, 3.2. Conceito de Trabalho Tempor\u00e1rio;<\/span> 4. A Natureza Jur\u00eddica do Contrato de Servi\u00e7os, 5. Responsabilidade Civil das Ag\u00eancias; 6. Conceito de Direito das obriga\u00e7\u00f5es; 6.1 Obriga\u00e7\u00e3o de fazer; 6.2 Diferen\u00e7a entre as esp\u00e9cies de obriga\u00e7\u00f5es fung\u00edveis e infung\u00edveis; 6.3 Resultado obrigacional; 7. Considera\u00e7\u00f5es finais<br \/>\n<strong>      <\/strong><\/p>\n<p><strong>      2.Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O Trabalho Tempor\u00e1rio, regulamentado no Brasil pela Lei n. 6019\/74, \u00e9 aquele prestado por uma pessoa f\u00edsica a uma empresa utilizadora, para atender \u00e0 necessidade de substitui\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria de seu pessoal permanente ou \u00e0 demanda complementar de servi\u00e7os, nos termos do artigo 2\u00ba da referida lei.<\/p>\n<p>Esse regime jur\u00eddico se prop\u00f5e a ajudar na log\u00edstica de pessoas no processo produtivo, garantindo seguran\u00e7a jur\u00eddica e previdenci\u00e1ria para os trabalhadores.   O Trabalho tempor\u00e1rio comp\u00f5e as pol\u00edticas p\u00fablicas de emprego do governo federal, com o prop\u00f3sito de oportunizar r\u00e1pido retorno ao mercado de trabalho de pessoal desempregado.<\/p>\n<p>Para isso, a Lei 6.019\/74 obriga a realiza\u00e7\u00e3o de dois contratos interdependentes e comutativos. O Contrato de servi\u00e7os de intermedia\u00e7\u00e3o (artigo 9\u00ba) e o <u>contrato interposto e individual de trabalho tempor\u00e1rio<\/u> (artigo 11).<\/p>\n<p>Neste estudo, analisaremos a possiblidade de interpreta\u00e7\u00e3o do contrato de <u>presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de coloca\u00e7\u00e3o de trabalhadores tempor\u00e1rios<\/u>, previsto no artigo 9 da Lei n. 6.019\/74, com base nos institutos jur\u00eddicos previstos no c\u00f3digo civil, e em caso positivo, a aplicabilidade das classifica\u00e7\u00f5es obrigacionais de<em> meio<\/em> e <em>infung\u00edveis<\/em> ao referido pacto.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong><span style=\"text-decoration: line-through;\">Conceitos do<\/span><\/strong> <strong>Trabalho tempor\u00e1rio<br \/>\n<\/strong><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>3.1. Regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">A primeira normatiza\u00e7\u00e3o do Trabalho Tempor\u00e1rio no mundo ocorreu na Fran\u00e7a, em janeiro de 1972, quando surgiu a Lei 72-1, que disciplinou a coloca\u00e7\u00e3o de Trabalhadores Tempor\u00e1rios \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de Empresas Utilizadoras, por intermedia\u00e7\u00e3o de uma Ag\u00eancia de Coloca\u00e7\u00e3o de Trabalho Tempor\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">O Brasil, inspirado na Lei francesa, foi o segundo pa\u00eds a normatizar o Trabalho Tempor\u00e1rio. Em 1974 foi promulgada a Lei 6.019 instituindo oficialmente o regime jur\u00eddico de trabalho tempor\u00e1rio no Pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">No mesmo ano, foi promulgado o decreto do trabalho tempor\u00e1rio \u2013 N\u00b0 73.841\/74, que em conjunto com a Lei regulamentou a rela\u00e7\u00e3o de trabalho tempor\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">At\u00e9 o ano de 2017, a Lei tratava apenas dessa rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, mas com a entrada em vigor das Leis 13.429 e 13.467, a Lei 6.19\/74 passou tamb\u00e9m a tratar de outro regime juridico, totalmente distinto do trabalho temporario, chamado <em>terceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obras, <\/em>que at\u00e9 aquele momento n\u00e3o era previsto em nenhuma Lei.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Naquela ocasi\u00e3o, a Lei 6.019\/74 passou por uma reforma em alguns artigos relativos ao Trabalho Tempor\u00e1ro, com importantes conquistas ao setor e conceitos mais claros acerca de alguns temas. Veja os exemplos abaixo:<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>     <span style=\"color: #ff0000;\">   3.2Conceito de Trabalho Tempor\u00e1rio.<\/span><\/strong><\/p>\n<p>O Trabalho Tempor\u00e1rio, conforme exposto acima, \u00e9 aquele prestado pela pessoa f\u00edsica, colocada \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da empresa cliente, por interm\u00e9dio de uma sociedade empres\u00e1ria de trabalho tempor\u00e1rio, nas hip\u00f3teses previstas em lei. Essa contrata\u00e7\u00e3o, deve ocorrer, obrigatoriamente, por interm\u00e9dio de uma ag\u00eancia privada, devidamente registrada junto a Secretaria do Trabalho do Minist\u00e9rio da Economia, especializada na intermedia\u00e7\u00e3o de trabalhadores na forma tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00c9 o que reza o comando legal previsto no artigo 4\u00b0  da Lei n. 6.019\/74.<\/p>\n<p><em>\u201cEmpresa de trabalho tempor\u00e1rio \u00e9 a pessoa jur\u00eddica, devidamente registrada no Minist\u00e9rio do Trabalho, respons\u00e1vel pela <strong>coloca\u00e7\u00e3o de trabalhadores \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o<\/strong> de outras empresas temporariamente. (grifei)\u201d<\/em><\/p>\n<p>O termo ag\u00eancia \u00e9 uma nomenclatura usada mundialmente pelo setor, cuja terminologia foi escolhida atrav\u00e9s da Conven\u00e7\u00e3o 181 da OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho) de 03 de junho de 1997, conforme art. 1, I, que esclarece que:<\/p>\n<p><em>\u201cPara os efeitos da presente Conven\u00e7\u00e3o, a express\u00e3o <u>ag\u00eancia de emprego privada<\/u> designa qualquer pessoa singular ou coletiva, independente das autoridades p\u00fablicas, que preste um ou mais dos seguintes servi\u00e7os referentes ao mercado de trabalho.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a atividade econ\u00f4mica da ag\u00eancia foi classificada mundialmente pela ONU &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, e est\u00e1 prevista no <em>International Standard Industrial Classification of All Economic Activities<\/em> ou <em>ISIC (No Brasil &#8211; <\/em><strong>Classifica\u00e7\u00e3o Internacional Normalizada Industrial de Todas as Atividades Econ\u00f3micas<\/strong> (<strong>CINI<\/strong>)), pelo c\u00f3digo 7820 &#8211;<em> Temporary employment agency activities <\/em>&#8211; Atividades de ag\u00eancia de trabalho tempor\u00e1rio<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a>.<\/p>\n<p>O trabalho tempor\u00e1rio \u00e9 igual em todo o mundo, com pequenas particularidades. No Brasil, por exemplo, possui classifica\u00e7\u00e3o dada pela Comiss\u00e3o Nacional de Classifica\u00e7\u00e3o (CONCLA), na classe 78.20-500, denominada <em>\u201cAg\u00eancia de trabalho tempor\u00e1rio.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Na mesma conven\u00e7\u00e3o 181 da OIT o artigo 1, I, <em>\u201cb\u201d <\/em>o termo \u201c<em>utilizadora\u201d<\/em> foi escolhido para denominar a empresa que possui necessidade de pessoal suplementar, o termo \u201c<em>utilizadora\u201d<\/em> \u00e9 uma nomenclatura usada mundialmente para o setor, que foi escolhida atrav\u00e9s do art.1, I, b, da Conven\u00e7\u00e3o 181 da OIT.<\/p>\n<p><em>\u201cServi\u00e7os que consistem em empregar trabalhadores com o fim de os p\u00f4r \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de uma terceira pessoa, singular ou coletiva <u>(adiante designada empresa utilizadora)<\/u>, que determina as suas tarefas e supervisiona a sua execu\u00e7\u00e3o.\u201d <\/em>(grifei)<\/p>\n<p>A empresa tomadora de servi\u00e7os ou cliente, \u00e9 a pessoa jur\u00eddica ou entidade a ela equiparada que, em decorr\u00eancia de necessidade de substitui\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria de seu pessoal permanente ou de demanda complementar de servi\u00e7os, celebre <u>contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de coloca\u00e7\u00e3o de trabalhadores tempor\u00e1rios<\/u> atrav\u00e9s de empresa de trabalho tempor\u00e1rio (ag\u00eancia), conforme art. 3, II, do Decreto 10.060\/2019.<\/p>\n<p>O trabalhador, por sua vez, \u00e9 obrigatoriamente pessoa f\u00edsica, o qual \u00e9 recrutado, selecionado e contratado na condi\u00e7\u00e3o de tempor\u00e1rio. O executor da tarefa \u00e9 o pr\u00f3prio trabalhador tempor\u00e1rio. Sua contrata\u00e7\u00e3o somente pode acontecer por interm\u00e9dio de uma ag\u00eancia oficial de coloca\u00e7\u00e3o de trabalhador tempor\u00e1rio. E desde que, no contrato de intermedia\u00e7\u00e3o, que trata o art. 9\u00ba, ora estudado, conste expressamente e de forma detalhada o motivo da transitoriedade.<\/p>\n<p>Importante frisar que se trata de um regime jur\u00eddico trabalhista, espec\u00edfico para o trabalho tempor\u00e1rio, onde a <strong>ag\u00eancia<\/strong> coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Utilizadora uma <strong>pessoa f\u00edsica<\/strong> para execu\u00e7\u00e3o das <u>tarefas<\/u>, e n\u00e3o \u201cum servi\u00e7o\u201d propriamente dito. Em outras palavras, quem presta o trabalho tempor\u00e1rio \u00e9 a pr\u00f3pria pessoa f\u00edsica (trabalhador) que \u00e9 qualificada para exercer a fun\u00e7\u00e3o e n\u00e3o a Ag\u00eancia que apenas administra o contrato individual de trabalho tempor\u00e1rio.<\/p>\n<p>Assim, destaco que, a fun\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia \u00e9 apenas a de providenciar as condi\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas para que o tempor\u00e1rio fique \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da empresa cliente. A contrata\u00e7\u00e3o do trabalhador s\u00f3 ocorre por determina\u00e7\u00e3o da utilizadora, \u00fanica e real benefici\u00e1ria da for\u00e7a de trabalho do tempor\u00e1rio, detentora do poder diretivo, disciplinar e t\u00e9cnico sobre o trabalhador durante a vig\u00eancia do contrato tempor\u00e1rio. A ag\u00eancia presta o <strong>servi\u00e7o <\/strong>de intermedia\u00e7\u00e3o e a pessoa f\u00edsica presta o <strong>trabalho <\/strong>tempor\u00e1rio.<\/p>\n<p>Deste modo, conclui-se que, o regime de trabalho tempor\u00e1rio \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o interposta, ou seja, para haver a presta\u00e7\u00e3o de trabalho tempor\u00e1rio, \u00e9 necess\u00e1ria a celebra\u00e7\u00e3o de dois contratos: o primeiro de servi\u00e7os entre Ag\u00eancia de Trabalho Tempor\u00e1rio e a Empresa Utilizadora.<\/p>\n<p>Nesse primeiro contrato, a empresa cliente autoriza, por sua conta e ordem, a ag\u00eancia a recrutar e selecionar o trabalhador tempor\u00e1rio.<\/p>\n<p>Nesse sentido, aduz o artigo 32 do decreto 10.060\/19:<\/p>\n<p><em>\u201cArt. 32.  Para a presta\u00e7\u00e3o de <strong>servi\u00e7os de coloca\u00e7\u00e3o<\/strong> de trabalhadores tempor\u00e1rios \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de outras empresas, \u00e9 obrigat\u00f3ria a celebra\u00e7\u00e3o de <strong>contrato escrito entre a empresa <\/strong>de trabalho tempor\u00e1rio <strong>e a empresa tomadora <\/strong>de servi\u00e7os ou cliente, do qual constar\u00e3o expressamente (&#8230;)\u201d<\/em><\/p>\n<p>Nesse sentido, inclusive, disp\u00f5e o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em entendimento sumulado de n. 524, onde diz:<\/p>\n<p><strong><em>&#8220;S\u00famula 524<\/em><\/strong><em> &#8211; No tocante \u00e0 base de c\u00e1lculo, o ISSQN incide apenas sobre a taxa de <strong>agenciamento <\/strong>quando o servi\u00e7o prestado por <u>sociedade empres\u00e1ria de trabalho tempor\u00e1rio<\/u> for de <strong>intermedia\u00e7\u00e3o<\/strong>, (&#8230;) (S\u00famula 524, PRIMEIRA SE\u00c7\u00c3O, julgado em 22\/04\/2015, DJe 27\/04\/2015) (DIREITO TRIBUT\u00c1RIO &#8211; IMPOSTO SOBRE SERVI\u00c7OS)\u201d <a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><strong>[ii]<\/strong><\/a>(grifei)<\/em><\/p>\n<p>De acordo com o entendimento do tribunal superior, a atividade desenvolvida pelas ag\u00eancias de trabalho tempor\u00e1rio, na rela\u00e7\u00e3o interposta entre ag\u00eancia, utilizadora e trabalhador, \u00e9 de intermedia\u00e7\u00e3o. Por esse motivo, o pre\u00e7o do servi\u00e7o, para fins de incid\u00eancia do <em>Imposto sobre o Servi\u00e7o de Qualquer Natureza<\/em>, \u00e9 a taxa de agenciamento, recebida pelas empresas em contrapresta\u00e7\u00e3o a sua atividade de intermedia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">O segundo contrato, \u00e9 contrato individual de trabalho tempor\u00e1rio estabelecido entre a ag\u00eancia e a pessoa f\u00edsica do trabalhador, onde deve constar, obrigatoriamente, a denomina\u00e7\u00e3o da empresa utilizadora que ser\u00e1 beneficiada pelo esfor\u00e7o f\u00edsico e mental do trabalhador contratado.<a style=\"color: #ff0000;\" href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Esse contrato \u00e9 de natureza trabalhista e possui um prazo de vig\u00eancia <em>limitado<\/em> a 180 (cento e oitenta) dias, podendo ser prorrogado por mais at\u00e9 90 (noventa) dias, somente se a demanda extraordin\u00e1ria que ensejou a contrata\u00e7\u00e3o ainda existir.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Nesse sentido, o artigo 10 da Lei 6.019\/74:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><em>\u201cArtigo 10. (\u2026)<\/em><\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\"><em> 1\u00b0 O contrato de trabalho tempor\u00e1rio, com rela\u00e7\u00e3o ao mesmo empregador, <strong>n\u00e3o poder\u00e1 exceder ao prazo de cento e oitenta dias, consecutivos ou n\u00e3o<\/strong>. <\/em><\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\"><em> 2\u00b0 O contrato <strong>poder\u00e1 ser prorrogado por at\u00e9 noventa dias<\/strong>, consecutivos ou n\u00e3o, al\u00e9m do prazo estabelecido no \u00a7 1o deste artigo<strong>, quando comprovada a manuten\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es que o ensejaram<\/strong>.\u201d <\/em>(grifei).<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">O contrato de trabalho tempor\u00e1rio, apesar de possuir um prazo limite, n\u00e3o poder\u00e1 ser estendido para al\u00e9m do per\u00edodo legal, j\u00e1 que n\u00e3o est\u00e1 vinculado ao seu prazo, mas ao motivo justificador (demanda complentar de servi\u00e7os ou substitui\u00e7\u00e3o de pessoal permanente da empresa clente).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Isso significa que, o t\u00e9rmino do contrato pode ocorrer a qualquer tempo, dentro do limite legal, caso o motivo justificador termine antes do previsto. Neste caso, n\u00e3o ocorre rescis\u00e3o antescipada, mas termino normal da rela\u00e7\u00e3o de trabalho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">S\u00e3o assegurados aos trabalhadores tempor\u00e1rios os seguintes direitos:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><em>\u201cArt. 12 (\u2026)<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><em>a) remunera\u00e7\u00e3o equivalente \u00e0 percebida pelos empregados de mesma categoria da empresa tomadora ou cliente calculados \u00e0 base hor\u00e1ria, garantida, em qualquer hip\u00f3tese, a percep\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo regional;<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><em>b) jornada de oito horas, remuneradas as horas extraordin\u00e1rias n\u00e3o excedentes de duas, com acr\u00e9scimo de 20% (vinte por cento);<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><em>c) f\u00e9rias proporcionais, nos termos do <\/em><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L5107.htm#art25\"><em>artigo 25 da Lei n\u00ba 5.107, de 13 de setembro de 1966;<\/em><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><em>d) repouso semanal remunerado;<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><em>e) adicional por trabalho noturno;<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><em>f) indeniza\u00e7\u00e3o por dispensa sem justa causa ou t\u00e9rmino normal do contrato, correspondente a 1\/12 (um doze avos) do pagamento recebido;<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><em>g) seguro contra acidente do trabalho;<\/em><\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #ff0000;\">h) prote\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria nos termos do disposto na Lei Org\u00e2nica da Previd\u00eancia Social, com as altera\u00e7\u00f5es introduzidas pela<\/span> <\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L5890.htm\"><em>Lei n\u00ba 5.890, de 8 de junho de 1973 <\/em><\/a><em>(<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/1970-1979\/D72771.htm#art5iiic\"><em> 5\u00ba, item III, letra &#8220;c&#8221; do Decreto n\u00ba 72.771, de 6 de setembro de 1973<\/em><\/a><em>).\u201d<\/em><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>A natureza jur\u00eddica do contrato de servi\u00e7os <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas palavras de <em>Cl\u00f3vis Bevil\u00e1qua<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\"><strong>[iv]<\/strong><\/a><\/em>, o contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, \u00e9 o contrato pelo qual uma parte se obriga a prestar certos servi\u00e7os a outra, mediante remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo disp\u00f5e o artigo 3, inciso VII do decreto 10.060\/19:<\/p>\n<p><em>\u201cPara fins do disposto neste Decreto, considera-se:<\/em><\/p>\n<p><em>VII &#8211; contrato de <strong>presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os<\/strong> de coloca\u00e7\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de trabalhador tempor\u00e1rio &#8211; contrato escrito, celebrado entre a empresa de trabalho tempor\u00e1rio e a empresa tomadora de servi\u00e7os ou cliente, para a presta\u00e7\u00e3o de <u>servi\u00e7os de coloca\u00e7\u00e3o<\/u> de trabalhadores tempor\u00e1rios a que se refere o art. 9\u00ba da Lei n\u00ba 6.019, de 1974\u201d. (Grifei)<\/em><\/p>\n<p>Proclama ainda, o artigo 9 da Lei n\u00ba 6.019, de 1974:<\/p>\n<p><em>\u201cArt. 9. O contrato celebrado pela empresa de trabalho tempor\u00e1rio e a tomadora de servi\u00e7os ser\u00e1 por escrito, ficar\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da autoridade fiscalizadora no estabelecimento da tomadora de servi\u00e7os e conter\u00e1(&#8230;)\u201d<\/em><\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 de rigor que o contrato interempresarial, estabelecido entre a ag\u00eancia de trabalho tempor\u00e1rio e a empresa utilizadora, seja de <strong>natureza civil<\/strong>, e consequentemente regulamentado segundo os preceitos da legisla\u00e7\u00e3o material e processual civil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, na leitura do artigo 34 do decreto 10.060\/19, artigo 15 do C\u00f3digo de Processo Civil e artigo 593 do C\u00f3digo Civil. Conclui-se que, compete a justi\u00e7a do trabalho dirimir os lit\u00edgios <strong>trabalhistas<\/strong> que envolvam a <u>rela\u00e7\u00e3o de trabalho<\/u> entre a empresa privada de trabalho tempor\u00e1rio, a empresa utilizadora e o trabalhador. Na rela\u00e7\u00e3o entre as empresas, onde n\u00e3o participa o trabalhador, se aplica, exclusivamente, a legisla\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>No que diz respeito aos conflitos que n\u00e3o envolvam a rela\u00e7\u00e3o de trabalho, (como j\u00e1 demonstrado acima), a compet\u00eancia \u00e9 exclusiva do C\u00f3digo Civil, como no contrato previsto no artigo 9\u00b0 da lei 6.019\/74.<\/p>\n<p>Nestas palavras, o artigo 34 do decreto 10.060\/19, esclarece que a rela\u00e7\u00e3o comercial entre as empresas n\u00e3o compete a justi\u00e7a trabalho:<\/p>\n<p><em>\u201cArt. 34.  Compete \u00e0 <strong>Justi\u00e7a do Trabalho<\/strong> dirimir os lit\u00edgios que envolvam a rela\u00e7\u00e3o de trabalho <u>entre empresa de trabalho tempor\u00e1rio<\/u>, <u>empresa tomadora de servi\u00e7os<\/u> ou cliente e <u>trabalhador tempor\u00e1rio<\/u>\u201d.<\/em><\/p>\n<p>O C\u00f3digo de Processo Civil, em seu artigo 15 se aplica ao artigo 9\u00b0 da Lei Trabalhista n\u00b0 6.019\/74. Veja o que diz o CPC:<\/p>\n<p><em>\u201cArt. 15. Na aus\u00eancia de normas que regulem processos eleitorais, <strong>trabalhistas<\/strong> ou administrativos, <strong>as disposi\u00e7\u00f5es deste C\u00f3digo<\/strong> lhes ser\u00e3o aplicadas <strong>supletiva<\/strong> e <strong>subsidiariamente<\/strong>\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Como prev\u00ea o CPC\/15 o artigo 593 do C\u00f3digo Civil se aplica exclusivamente a rela\u00e7\u00e3o comercial entre utilizadora e ag\u00eancia. Veja o que diz o artigo:<\/p>\n<p><em>\u201cArt. 593. A presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, que <u>n\u00e3o estiver sujeita \u00e0s leis trabalhistas<\/u> ou a lei especial, <strong>reger-se-\u00e1 pelas disposi\u00e7\u00f5es deste Cap\u00edtulo<\/strong>\u201d.<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o resta d\u00favidas acerca da natureza jur\u00eddica do contrato previsto no artigo 9\u00b0 da lei 6.019\/74. A pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, prev\u00ea que esse contrato interempresarial <strong>deve ser interpretado pelos institutos jur\u00eddicos previstos na legisla\u00e7\u00e3o civil.<\/strong><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong>Responsabilidade civil das ag\u00eancias<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A responsabilidade civil \u00e9 a conduta positiva ou negativa que viola uma norma jur\u00eddica, gerando assim um dano a algu\u00e9m e que condiciona o agente infrator a reparar o dano, ainda que, apenas pecuniariamente.<\/p>\n<p>Para o Direito Civil brasileiro, em regra, a responsabilidade \u00e9 <u>subjetiva<\/u>, ou seja, depende da comprova\u00e7\u00e3o de <strong>culpa<\/strong> para que se caracterize a responsabilidade indenizat\u00f3ria. Por outro lado, em alguns casos previstos em lei, h\u00e1 responsabilidade <u>objetiva<\/u>, onde a culpa n\u00e3o precisa ser comprovada para que haja obriga\u00e7\u00e3o de reparar o dano.<\/p>\n<p>No caso das ag\u00eancias de trabalho tempor\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal para justificar a aplica\u00e7\u00e3o da responsabilidade objetiva, portanto, sua responsabilidade perante o trabalhador e a empresa cliente \u00e9 <u>subjetiva<\/u>.<\/p>\n<p>Ressalto que, o trabalhador intermediado pela ag\u00eancia, desempenha suas tarefas na empresa utilizadora, sendo a ela subordinado. Destaco que, os artigos 932 e 933 do C\u00f3digo Civil, ao trazerem previs\u00e3o sobre a responsabilidade objetiva da <u>empresa pelos danos causados pelo empregado<\/u>, menciona diretamente o termo <strong>empregador<\/strong>.<\/p>\n<p>Como vimos, o trabalhador tempor\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 considerado empregado, nem da utilizadora, tampouco da ag\u00eancia de intermedia\u00e7\u00e3o. A base jur\u00eddica para essa conclus\u00e3o est\u00e1 nos artigos 10 da lei n. 6.019\/74 e 12, <em>caput<\/em> e inciso II do decreto 10.060\/19, onde disp\u00f5em:<\/p>\n<p><em>\u201cArt. 10.  Qualquer que seja o ramo da empresa tomadora de servi\u00e7os, <strong>n\u00e3o existe v\u00ednculo de emprego<\/strong> entre ela e os trabalhadores contratados pelas empresas de trabalho tempor\u00e1rio\u201d. (grifei)<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cArt. 12.  \u00c9 <strong>vedado<\/strong> \u00e0 empresa de trabalho tempor\u00e1rio:<\/em><\/p>\n<p><em>II &#8211; <strong>Ter ou utilizar, em seus servi\u00e7os<\/strong>, trabalhador tempor\u00e1rio, exceto quando:<\/em><\/p>\n<ol>\n<li><em>a) o trabalhador seja contratado com outra empresa de trabalho tempor\u00e1rio; e<\/em><\/li>\n<li><em>b) seja comprovada a necessidade de substitui\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria de pessoal permanente ou demanda complementar de servi\u00e7os\u201d. (grifei)<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>Deste modo, n\u00e3o h\u00e1 como atribuir \u00e0 ag\u00eancia a responsabilidade objetiva pelos atos do trabalhador, j\u00e1 que a responsabilidade civil das ag\u00eancias de trabalho tempor\u00e1rio \u00e9 subjetiva, tanto com o trabalhador, como em com a utilizadora.<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong>Conceito de Direito das Obriga\u00e7\u00f5es <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Nas palavras de <em>Washington De Barros Monteiro<\/em>: <em>&#8220;Obriga\u00e7\u00e3o \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, de car\u00e1ter transit\u00f3rio, estabelecida entre devedor e credor e cujo objeto consiste numa presta\u00e7\u00e3o pessoal econ\u00f4mica, positiva ou negativa, devida pelo primeiro ao segundo, garantindo-lhe o adimplemento atrav\u00e9s de seu patrim\u00f4nio&#8221;<\/em>.<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a><\/p>\n<p>Assim, o direito das obriga\u00e7\u00f5es \u00e9 o v\u00ednculo existente entre pessoas, sejam elas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas, denominadas de sujeito ativo e passivo, de conte\u00fado patrimonial, que tem por objeto uma presta\u00e7\u00e3o de dar, fazer ou n\u00e3o fazer alguma coisa.<\/p>\n<p>O direito das obriga\u00e7\u00f5es est\u00e1 classificado em diversas modalidades. Para o nosso estudo, ser\u00e1 relevante compreender as classifica\u00e7\u00f5es quanto ao objeto (dar, fazer ou n\u00e3o fazer), e quanto ao resultado.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Obriga\u00e7\u00e3o de fazer<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>A obriga\u00e7\u00e3o de fazer \u00e9 aquela que depende de uma atitude, a entrega de um resultado por parte do devedor. \u00c9 chamada pela doutrina como <u>presta\u00e7\u00e3o de fato<\/u>, para diferenciar das <em>obriga\u00e7\u00f5es de dar<\/em> que s\u00e3o <u>presta\u00e7\u00f5es de coisas<\/u>. E dependendo da possibilidade ou n\u00e3o de ser executado pelo devedor ou por terceiro a presta\u00e7\u00e3o pode ser <em>fung\u00edvel<\/em> ou <em>infung\u00edvel<\/em>.<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Diferen\u00e7a entre obriga\u00e7\u00f5es fung\u00edveis e infung\u00edveis<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>A obriga\u00e7\u00e3o ser\u00e1 <strong>fung\u00edvel<\/strong> quando o servi\u00e7o contratado n\u00e3o depender das qualidades pessoais do devedor. Assim, caso o servi\u00e7o n\u00e3o seja executado pelo devedor, estando ele dessa forma em mora (atraso), o credor poder\u00e1 mandar que outro o fa\u00e7a \u00e0s expensas do devedor. \u00c9 o caso dos servi\u00e7os de limpeza e conserva\u00e7\u00e3o, onde o que importa \u00e9 o servi\u00e7o realizado no local e hora certa.<\/p>\n<p>Nesse sentido, disp\u00f5e o artigo 249 do C\u00f3digo Civil:<\/p>\n<p><em>&#8220;Se o fato puder ser executado por terceiro, ser\u00e1 livre ao credor mand\u00e1-lo executar \u00e0 custa do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem preju\u00edzo da indeniza\u00e7\u00e3o cab\u00edvel. <\/em><\/p>\n<p><em>Par\u00e1grafo \u00fanico. Em caso de urg\u00eancia, pode o credor, independentemente de autoriza\u00e7\u00e3o judicial, executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Assim, n\u00e3o interessa para o credor quem ir\u00e1 executar a obriga\u00e7\u00e3o, mas que o servi\u00e7o seja realizado. Ainda, se o fato for urgente, poder\u00e1 o credor independentemente de autoriza\u00e7\u00e3o judicial, contratar terceiro para executar a tarefa, requerendo depois a devida indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O mais comum havendo recusa ou mora do devedor \u00e9 a resolu\u00e7\u00e3o do contrato, reclamando indeniza\u00e7\u00e3o. Se cumprida a obriga\u00e7\u00e3o, extingue-se a rela\u00e7\u00e3o obrigacional. Se n\u00e3o cumprida, acarreta a responsabilidade do devedor.<\/p>\n<p>Por outro lado, a obriga\u00e7\u00e3o ser\u00e1 <strong>infung\u00edvel <\/strong>(ou personal\u00edssima) quando as caracter\u00edsticas e qualidades pessoais do devedor forem imprescind\u00edveis, quando o neg\u00f3cio nascer somente por conta dos atributos do devedor, a presta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 <em>&#8220;intuitu personae&#8221;<\/em> <em>(em raz\u00e3o da pessoa)<\/em>. <a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a><\/p>\n<p>Nesta hip\u00f3tese, somente o devedor dever\u00e1 executar o trabalho, ou seja, s\u00f3 se desobriga cumprindo pessoalmente a tarefa. Deve estar estipulado em contrato que somente o devedor pode satisfaz\u00ea-la. O obrigado por presta\u00e7\u00e3o infung\u00edvel n\u00e3o pode, sem pr\u00e9via anu\u00eancia do credor, indicar substitutos, representantes ou prepostos, sob pena de descumprir a obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse sentido \u00e9 o que prev\u00ea o artigo 247 do C\u00f3digo Civil:<\/p>\n<p><em>\u201cIncorre na obriga\u00e7\u00e3o de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a presta\u00e7\u00e3o a ele s\u00f3 imposta, ou s\u00f3 por ele exequ\u00edvel\u201d.<\/em><\/p>\n<p>O devedor inadimplente de uma obriga\u00e7\u00e3o infung\u00edvel n\u00e3o pode ser compelido ou constrangido fisicamente a executar a tarefa, portanto, nesses casos, resolve-se em perdas e danos.<\/p>\n<p>Exemplo dessa obriga\u00e7\u00e3o infung\u00edvel \u00e9 o da ag\u00eancia de trabalho tempor\u00e1rio, \u00fanica sociedade empres\u00e1ria competente para coloca\u00e7\u00e3o de trabalhadores tempor\u00e1rios a disposi\u00e7\u00e3o de uma utilizadora, em raz\u00e3o da sua habilita\u00e7\u00e3o junto a Secretaria do Trabalho do Minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Resultado obrigacional<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Resultado obrigacional \u00e9 a obriga\u00e7\u00e3o de fazer. Essa obriga\u00e7\u00e3o de fazer pode ser na modalidade de meio ou de resultado. A obriga\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada de <strong>meio<\/strong>, quando o devedor se compromete a utilizar sua qualifica\u00e7\u00e3o para atingir um resultado intermedi\u00e1rio, cumprindo assim sua obriga\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, mas sem responsabilizar-se pelo resultado, ou seja, o devedor n\u00e3o garante nenhum resultado, mas se obriga a desempenhar sua atividade com dilig\u00eancia, per\u00edcia e disciplina.<\/p>\n<p>Exemplo dessa modalidade de obriga\u00e7\u00e3o de meio \u00e9 o da ag\u00eancia de trabalho tempor\u00e1rio, contratada para coloca\u00e7\u00e3o do trabalhador tempor\u00e1rio \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da empresa utilizadora, mas que n\u00e3o se obriga pela qualidade do trabalho prestado por aquela pessoa f\u00edsica, qualificada para a fun\u00e7\u00e3o a ser exercida, como no caso do <strong>advogado tempor\u00e1rio<\/strong>, que ir\u00e1 substituir uma advogada gestante.<\/p>\n<p>Conforme <em>Caio M\u00e1rio da Silva Pereira<\/em> <em>\u201c&#8230; nas [obriga\u00e7\u00f5es] de meio, a inexecu\u00e7\u00e3o caracteriza-se pelo desvio de certa conduta ou omiss\u00e3o de certas precau\u00e7\u00f5es a que algu\u00e9m se comprometeu, sem se cogitar do resultado final<\/em>\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[viii]<\/a>.<\/p>\n<p>Nesta mesma linha de pensamento nos conta <em>Silvio de Salvo Venosa<\/em> que <em>\u201c\u2026 nas obriga\u00e7\u00f5es de meio deve ser aferido se o devedor empregou boa dilig\u00eancia no cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em> E, ainda: <em>\u201cA simples assun\u00e7\u00e3o do risco pelo devedor da garantia representa, por si s\u00f3, o adimplemento da presta\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\"><strong>[ix]<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n<p>Por outro lado, se a obriga\u00e7\u00e3o for de <strong>resultado<\/strong>, ter\u00e1 como objetivo a realiza\u00e7\u00e3o de uma atividade que visa obter um resultado final, claro e definido, ou seja, o devedor se compromete a produzir um determinado resultado final e a obriga\u00e7\u00e3o s\u00f3 ser\u00e1 cumprida se o objetivo for alcan\u00e7ado.<\/p>\n<p>A doutrina de <em>Caio M\u00e1rio da Silva Pereira<\/em> aponta que <em>\u201cNas obriga\u00e7\u00f5es de resultado a execu\u00e7\u00e3o considera-se atingida quando o devedor cumpre objetivo final;\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Deste modo, no exemplo acima citado, o trabalhador, dotado de qualifica\u00e7\u00e3o intelectual e profissional, colocado \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da utilizadora, obriga-se com esta a entregar determinado resultado com esfor\u00e7o f\u00edsico e mental de seu trabalho. A ag\u00eancia, por sua vez, \u00e9 o meio jur\u00eddico para o tempor\u00e1rio executar as tarefas necess\u00e1rias para atender ao motivo transit\u00f3rio que justificou a sua contrata\u00e7\u00e3o, como no caso do advogado tempor\u00e1rio.<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais. <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Ap\u00f3s analisar os institutos que envolvem o questionamento central do presente artigo, chegamos \u00e0s seguintes conclus\u00f5es:<\/p>\n<ul>\n<li>Primeiramente, \u00e9 poss\u00edvel compreender que o contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de coloca\u00e7\u00e3o de trabalhadores tempor\u00e1rios \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, realizado entre a sociedade empres\u00e1ria de trabalho tempor\u00e1rio e a empresa utilizadora, previsto no artigo 9\u00b0 da lei 6.019\/74, bem como no artigo 32 do decreto 10.060\/19, \u00e9 de <u>natureza civil.<\/u><\/li>\n<li>Consequentemente, deve ser interpretado e regido com fundamento jur\u00eddico previsto na legisla\u00e7\u00e3o processual e material civil, pois, apesar da Lei 6.019\/74 ter natureza trabalhista, cria obriga\u00e7\u00f5es civis para as partes, como no caso da rela\u00e7\u00e3o ag\u00eancia \u2013 utilizadora (artigo 9\u00b0 da lei).<\/li>\n<li>Verifico ainda, que presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de coloca\u00e7\u00e3o de trabalhadores tempor\u00e1rios \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s de uma ag\u00eancia de trabalho tempor\u00e1rio devidamente credenciada junto a Secretaria do Trabalho do Minist\u00e9rio da Economia. Assim, a empresa utilizadora n\u00e3o pode firmar o contrato mencionado no artigo 9\u00b0 da referida lei com qualquer ag\u00eancia de recrutamento ou prestadora de servi\u00e7os de m\u00e3o de obra.<\/li>\n<li>Conforme exposto extensamente nesse artigo, a empresa utilizadora s\u00f3 poder\u00e1 contratar a ag\u00eancia, para recrutar e selecionar pessoa f\u00edsica, de acordo com duas hip\u00f3teses legais (susbstitui\u00e7\u00e3o ou demanda) e desde que transit\u00f3rias e limitadas a 180 (cento e oitenta) dias.<\/li>\n<li>Al\u00e9m disso, a ag\u00eancia que recruta determinada pessoa f\u00edsica para prestar trabalho temporariamente na utilizadora, fica respons\u00e1vel pelo gerenciamento de sua folha de sal\u00e1rios, al\u00e9m de assistir os trabalhadores tempor\u00e1rios quanto aos seus direitos, nos termos do artigo 8\u00ba do decreto 10.060\/19<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[x]<\/a>, ou seja, a responsabilidade t\u00e9cnica da ag\u00eancia \u00e9 apenas de fiscalizar os direitos dos trabalhadores, previstos no artigo 12 da lei 6.019\/74, conforme entendimento, inclusive, do STJ.<\/li>\n<li>Embora possua uma rela\u00e7\u00e3o inicial entre empresas, a natureza dessa rela\u00e7\u00e3o trabalhista \u00e9 interposta, o que torna a contrata\u00e7\u00e3o do trabalhador tempor\u00e1rio necess\u00e1ria para sua caracteriza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sendo poss\u00edvel definir os contratos separadamente, como se aut\u00f4nomos fossem, sem que haja uma descaracteriza\u00e7\u00e3o da necess\u00e1ria rela\u00e7\u00e3o interposta prevista em lei.<\/li>\n<li>Deste modo, com a contrata\u00e7\u00e3o desses trabalhadores, se inicia a rela\u00e7\u00e3o interposta dos contratos, sendo o primeiro contrato <em>civil<\/em> e o segundo <em>trabalhista<\/em>, logo a obriga\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia passa a ser <strong><em>infung\u00edvel <\/em><\/strong>e de <strong><em>meio<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/li>\n<li>Isso porque, sua obriga\u00e7\u00e3o se resolve com o <strong>agenciamento <\/strong>dos trabalhadores, n\u00e3o sendo poss\u00edvel reclamar a ela o bom desempenho no trabalho realizado pela pessoa f\u00edsica (trabalhador), tendo em vista que, o trabalho exercido na utilizadora ser\u00e1 por sua pr\u00f3pria conta e ordem, sendo a empresa cliente a detentora do poder diretivo, disciplinar e t\u00e9cnico sobre o trabalhador, durante a vig\u00eancia de seu contrato tempor\u00e1rio.<\/li>\n<li>No mesmo sentido, quanto \u00e0 <strong>fungibilidade <\/strong>do contrato, verifico que, neste caso, a obriga\u00e7\u00e3o da empresa de trabalho tempor\u00e1rio \u00e9 personal\u00edssima (infung\u00edvel), tendo em vista que, em eventual descumprimento de suas obriga\u00e7\u00f5es, a ag\u00eancia credenciada n\u00e3o poder\u00e1 ser substitu\u00edda por outra durante rela\u00e7\u00e3o de trabalho tempor\u00e1rio celebrada com a mesma pessoa f\u00edsica do trabalhador.<\/li>\n<li>Em outras palavras, n\u00e3o pode a utilizadora substituir a ag\u00eancia por outra para o cumprimento de suas obriga\u00e7\u00f5es para com o trabalhador contratado, pois em caso de inadimplemento pela ag\u00eancia, esta obriga\u00e7\u00e3o s\u00f3 poder\u00e1 ser exigida da pr\u00f3pria utilizadora, de forma subsidi\u00e1ria, nos termos do artigo 35 do referido decreto<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[xi]<\/a>.<\/li>\n<li>Diante do exposto, concluo que o contrato previsto no artigo 9 da Lei 6.019\/74 \u00e9 um contrato de natureza civil, embora previsto em uma lei preponderantemente trabalhista.<\/li>\n<li>Deste modo, ainda que, a rela\u00e7\u00e3o entre ag\u00eancia e utilizadora seja, aparentemente, de <em>resultado<\/em> e <em>fung\u00edvel<\/em>, \u00e9 na realidade de <em>meio<\/em> e <em>infung\u00edvel<\/em>, pois a rela\u00e7\u00e3o de trabalho tempor\u00e1rio n\u00e3o se resolve nesse momento entre empresas, isso porque sua defini\u00e7\u00e3o trazida pelo artigo 2\u00ba da Lei, s\u00f3 \u00e9 possivel com a presen\u00e7a de tr\u00eas partes necess\u00e1rias para essa rela\u00e7\u00e3o: <em>ag\u00eancia, trabalhador e utilizadora. <\/em><\/li>\n<li>Diante disso, concluo que a rela\u00e7\u00e3o interposta de trabalho tempor\u00e1rio, no que diz respeito as obriga\u00e7\u00f5es civis da ag\u00eancia, considerando o car\u00e1ter suplementar do C\u00f3digo Civil para as omiss\u00f5es da CLT, possui classifica\u00e7\u00e3o obrigacional de <em>meio<\/em> e <em>infung\u00edvel.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>As presentes conclus\u00f5es, salvo melhor ju\u00edzo, foram obtidas em um debate com o corpo jur\u00eddico da Employer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Maio de 2021.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Let\u00edcia do Nascimento Pereira \u2013 OAB\/SP N\u00ba 457214.<\/p>\n<p>Corpo Jur\u00eddico &#8211; Employer Trabalho Tempor\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> <a href=\"https:\/\/unstats.un.org\/unsd\/classifications\/Econ\/ISIC.cshtml\">https:\/\/unstats.un.org\/unsd\/classifications\/Econ\/ISIC.cshtml<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> <a href=\"https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/sumstj\/toc.jsp\" class=\"broken_link\">STJ &#8211; S\u00famulas do STJ<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> S\u00famula n\u00ba 331 do TST: I &#8211; A contrata\u00e7\u00e3o de trabalhadores por empresa interposta \u00e9 ilegal, formando-se o v\u00ednculo diretamente com o tomador dos servi\u00e7os, salvo no caso de trabalho tempor\u00e1rio (Lei n\u00ba 6.019, de 03.01.1974).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> BEVIL\u00c1QUA, Cl\u00f3vis, cf. PAMPLONA FILHO, Rodolfo, cf. Novo curso de Direito Civil, cit., p.273<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\"><em><strong>[v]<\/strong><\/em><\/a><em> MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de direito civil: direito das obriga\u00e7\u00f5es 15.ed. S\u00e3o Paulo: saraiva, 1979. v.4<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro: teoria geral das obriga\u00e7\u00f5es. 24. ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2009.  v. 2<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo curso de direito civil: obriga\u00e7\u00f5es.  15. ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2014.  v. 2. GON\u00c7ALVES, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro: teoria geral das obriga\u00e7\u00f5es. 11.ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2014. v. 2.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a> (PEREIRA, 1993, p. 214)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[ix]<\/a> (VENOSA, 2006, p. 154)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[x]<\/a> Art. 8. Compete \u00e0 empresa de trabalho tempor\u00e1rio remunerar e assistir os trabalhadores tempor\u00e1rios quanto aos seus direitos, a que se referem os art. 20 ao art. 23.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[xi]<\/a> Art. 35.  A empresa tomadora de servi\u00e7os ou cliente responder\u00e1 subsidiariamente pelas obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas referentes ao per\u00edodo em que for realizado o trabalho tempor\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/traveloffice.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/ESTUDO-TECNICO-DO-ART.9o-DA-LEI-6.019-74-COMPLEMENTADO.pdf\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Baixar PDF gratuito.<\/span><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ESTUDO T\u00c9CNICO DO ART.9\u00ba DA LEI 6.019\/74 A aplica\u00e7\u00e3o dos institutos da obriga\u00e7\u00e3o de meio e a obriga\u00e7\u00e3o de fazer infung\u00edvel no contrato de intermedia\u00e7\u00e3o de trabalhadores tempor\u00e1rios previsto no artigo 9 da Lei n. 6.019\/74. Resumo. O presente estudo tem como objetivo central compreender se h\u00e1 aplicabilidade da obriga\u00e7\u00e3o de meio e obriga\u00e7\u00e3o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":31,"featured_media":28788,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[18,451],"tags":[36,35],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v16.8 (Yoast SEO v18.3) - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>ESTUDO T\u00c9CNICO DO ART. 9\u00ba DA LEI 6.019\/74<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"ESTUDO T\u00c9CNICO DO ART. 9\u00ba DA LEI 6.019\/74 A Employer explica neste artigo. 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